segunda-feira, novembro 30, 2009


Orquidea Cattleya


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Cattleya

Orquídea , Catléia.

Código: CALA.Tipo: Planta (Tipo: Herbácea Herbácea).
Família: Orchidaceae.
Altura: 0,35 m.
Diâmetro: 0,5 m.
Ambiente: Meia-sombra.
Solo: Fértil, Humoso, Xaxim/ fibra de coco.
Clima: Tropical de altitude, Tropical, Tropical úmido.
Origem: América do Sul, Brasil.
Época de Floração: Outono.
Propagação: Sementes, Divisão da planta ou touceira.
Mes(es) da Propagação: Primavera.
Persistência das folhas: Permanente.
Obs: Prefere ser plantada sobre os galhos de uma árvore. As sementes levam alguns anos para atingir o porte adulto.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Wikipedia:Como ler uma caixa taxonómicaComo ler uma caixa taxonómica
Cattleya
Cattleya walkeriana
Cattleya walkeriana
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Asparagales
Família: Orchidaceae
Subfamília: Epidendroideae
Tribo: Epidendreae
Género: Cattleya
Lindl.
Espécies
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Cattleya (em português: Catléia) é um gênero de orquídeas de flores grandes e vistosas, muito popular, com inúmeros híbridos intergenéricos, amplamente disponíveis no comércio, que exercem enorme apelo e adaptam-se bem à coleções mistas de orquídeas.

Desde que foi descoberto, Cattleya tem sido talvez o gênero mais festejado e cultivado dentre todas as orquidáceas, provavelmente este é o gênero que surge à nossa lembrança quando ouvimos o nome orquídea, servindo bem para exemplificar toda a família. Desde sua descoberta, as Cattleya tem sido usadas intensivamente para obtenção de híbridos de grande efeito ornamental. Nenhum outro gênero pode rivalizar em quantidade de híbridos vistosos obtidos.

Sem dúvida as enormes e duráveis flores deste gênero contribuem enormemente para o desenvolvimento da orquidofilia. Uma das características das espécies deste gênero é serem muito variáveis, tão diversas que em alguns momentos temos dificuldades em saber se pertencem a esta ou aquela espécie. Algumas das espécies possuem diversas dezenas de variedades e centenas de clones. O interesse que despertam é tão grande que cada nuance de cor, mancha, pinta, ou forma é minuciosamente observado e descrito por taxonomistas e aficcionados, que dedicam-se com afinco a esta atividade, valorizando muito as raras variações de cores e padrões que cada uma dessas espécies tão variáveis é capar de produzir. Dedicam-se ainda apaixonadamente a cruzar espécies de flores grandes e redondas em busca da perfeição. É natural que o sejam já que se trata de flores tão magníficas. O gênero é tão valorizado que existem até livros tratando exclusivamente de cada espécie e suas variações.

No passado algumas das variedades foram vendidas por verdadeiras fortunas. Hoje, graças ao trabalho de orquidófilos amadores e profissionais, através do cruzamento de clones de forma e cor excepcionais, muito dos antigos clones perderam seu valor e plantas de ainda maior qualidade surgiram, e são razoavelmente acessíveis a qualquer colecionador.

A melhoria das espécies está atingindo um nível tal que já se pode compará-la à longa genealogia dos híbridos com sua relação de pais, avós e bisavós famosos. Algumas dessas flores são tão perfeitas que já vão até perdendo sua semelhança as plantas encontradas na natureza, de cores comuns, pequenas, e mesmo caídas ou levemente tortas. Cultivar uma verdadeira Cattleya de forma apenas razoável como as antigamente encontradas no mato está se tornando uma raridade.

Índice

[esconder]

[editar] Distribuição

São cerca de quarenta robustas espécies epífitas, de crescimento subcespitoso, dispersas pelas florestas tropicais da América Latina, , do México a Argentina, algumas espécies vivendo em áreas mais secas e submetidas a mais insolação outras mais sombrias e úmidas, cerca de trinta espécies no Brasil. Existem desde o nível do mar até dois mil metros de altitude, adaptam-se a praticamente todos os climas latino americanos exceto áreas desérticas ou geladas.

[editar] Etimologia

O gênero Cattleya foi proposto por John Lindley em Collectanea Botanica 7: t. 33, em 1821, com nome em homenagem a William Cattley, orquidófilo inglês, que teve seu nome latinizado para Guglielmus Cattleyus.

Sinónimos:

[editar] Histórico

John Lindley, descreveu sua espécie tipo, a Cattleya labiata, que havia sido enviada para a Inglaterra, em 1818, junto com em um lote de plantas brasileiras que até então estavam sendo cultivadas por Cattley.

Deste que foi estabelecido, o gênero Cattleya apresentou trajetória regular, sem muitas alterações. Naturalmente, como acontece em muitos outros gêneros de espécies variáveis, algumas espécies longamente conhecidas sofreram alterações de nomes após descrições mais antigas terem sido revisadas e esclarecidas. Outras espécies foram consideradas espécies aceitas ou sinônimos em épocas variadas, por taxonomistas diversos, algo que ainda hoje em certa medida acontece.

Recentemente quatro espécies da América Central foram removidas de Cattleya e classificadas no gênero Guarianthe, e a Cattleya araguaiensis passou a chamar-se Cattleyella araguaiensis.

[editar] Descrição

Pela aparência podemos dividir grosseiramente suas espécies em dois grupos principais, as bifoliadas e as unifoliadas.

Além da óbvia diferença citada, as unifoliadas em regra têm porte muito menor, seus pseudobulbos são ovalado-fusiformes e lateralmente achatados, normalmente com menor quantidade de flores mas estas bem maiores. Suas folhas também são maiores. As bifoliadas possuem pseudobulbos cilíndricos que podem ultrapassar um metro de comprimento em algumas espécies, e apresentam flores menores e mais estreitas, mas de modo geral em grande quantidade e com mais substância. Suas folhas são menores e mais largas e ovaladas.

Todas possuem folhas coriáceas e, excetuados muito poucos casos, a floração dá-se do alto do pseudobulbo a partir de uma espata. As flores, de até 10 cm de diâmetro, desabrocham de uma a vinte á partir de inflorescência que emerge de um invólucro protetor chamado espata na base da folha. Durante o ano todo há espécies floridas. Têm o labelo livre da coluna, em algumas trilobado, e então abraçando a coluna, e em outras simples. Em todos os casos o labelo costuma ser muito vistoso e colorido, muitas vezes apresentando cores diversas dos demais segmentos florais. As flores apresentam quatro polínias e podem ser muito perfumadas.

[editar] Filogenia

Em março de 2008, Cássio van den Berg em New combinations in the genus Cattleya Lindl. (Orchidaceae). Neodiversity 3(3):12, propôs que as espécies submetidas por ele anteriormente ao gênero Sophronitis o fossem agora ao gênero Cattleya. Baseia esta proposta nos resultados de suas mais recentes análisas moleculares que situam algumas espécies de Cattleya e outras de Sophronitis sensu Van den Berg intercaladas no clado. Justifica ser esta a melhor solução para evitar a criação de novos nomes no futuro quando o real relacionamento entre estas espécies for finalmente desvendado. Como trata-se de proposta muito recente, ainda não debatida pela comunidade científica, vêm aqui as espécies classificadas conforme a proposta anterior, por Campacci, Chiron e V.P.Castro, divididas ainda em Sophronitis, Hadrolaelia, Microlaelia, Dungsia, Hoffmannseggella e Brasilaelia.

[editar] Cultivo

De modo geral são plantas pouco exigentes, apropriadas para quem deseja iniciar uma coleção de orquídeas. As dicas de cultivo a seguir são condições recomendadas para o sudeste do Brasil, assim moradores de outras regiões devem adaptá-las às suas condições locais. Alertamos ainda que as espécies provém de muitas regiões diferentes assim é recomendável informar-se também se cada espécie em particular tolera o cultivo sugerido a seguir.

São plantas que apreciam bastante luz, recomendando-se sombra aproximada de sessenta porcento; temperaturas variando diariamente entre 10-12ºC, diurnas entre 25-30ºC e noturnas entre 14-15ºC; sempre lembrando que espécies de altitude toleram muito mais variações de temperatura que espécies amazônicas; umidade acima de cinquenta porcento e boa ventilação; regas abundantes sempre que o substrato estiver completamente seco, mas com boa drenagem de modo que este não permaneca úmido mais que algumas horas após a rega; adubação semanal, mas bastante diluída é recomendada. Na época em que a planta não esteja apresentando crescimento vegetativo tanto a adubação como as regas devem ser diminuídas

[editar] Espécies

As Cattleya, conforme sua morfologia, podem ser divididas em alguns grupos:

[editar] Cattleyas bifoliadas

Grupo formado por espécies geralmente altas com pseudobulbos estreitos e duas ou mais folhas na extremidade, em regra com mais flores que os outros grupos, geralmente menores e menos vistosas.

  1. Cattleya aclandiae (Brasil)
  2. Cattleya amethystoglossa (Brasil)
  3. Cattleya bicolor (Sudeste do Brasil)
  4. Cattleya dormaniana (Brasil)
  5. Cattleya elongata (Brasil)
  6. Cattleya forbesii (Brasil)
  7. Cattleya granulosa (Brasil)
  8. Cattleya guttata (Brasil).
  9. Cattleya harrisoniana (Sudeste do Brasil).
  10. Cattleya intermedia (Sudeste e Sul do Brasil, Paraguai, Uruguai).
  11. Cattleya kerrii (Brasil).
  12. Cattleya loddigesii (do Sudeste do Brasil ao Nordeste da Argentina).
  13. Cattleya porphyroglossa (Brasil).
  14. Cattleya schilleriana (Brasil).
  15. Cattleya tenuis (Nordeste do Brasil).
  16. Cattleya tigrina (Sudeste e Sul do Brasil).
  17. Cattleya velutina (Brasil)
  18. Cattleya violacea (Colômbia, Venezuela, Guianas, Brasil, Bolívia, Peru e Equador).

[editar] Cattleyas monofoliadas

Grupo da Cattleya labiata, com pseudobulbos mais curtos e uma só folha no ápice. Espécies vistosas com poucas flores grandes.

  1. Cattleya aurea (Sul do Panamá à Colômbia)
  2. Cattleya candida (Colômbia).
  3. Cattleya dowiana (Costa Rica)
  4. Cattleya gaskelliana (Colômbia à Trinidad-Tobago).
  5. Cattleya jenmanii (da Venezuela à Guiana).
  6. Cattleya labiata (Brasil)
  7. Cattleya lueddemanniana (Norte da Venezuela).
  8. Cattleya mendelii (Nordeste da Colômbia).
  9. Cattleya mossiae (Norte da Venezuela)
  10. Cattleya percivaliana (da Colômbia ao Oeste da Venezuela).
  11. Cattleya rex (da Colômbia ao Norte do Peru).
  12. Cattleya schroderae (Nordeste da Colômbia).
  13. Cattleya trianae (Colômbia).
  14. Cattleya wallisii (Norte do Brasil).
  15. Cattleya warneri (Leste do Brasil).
  16. Cattleya warscewiczii (Colômbia).

[editar] Cattleyas monofoliadas de flores pequenas

  1. Cattleya iricolor (do Equador ao Peru).
  2. Cattleya luteola (Norte do Brasil, do Equador à Bolivia).
  3. Cattleya mooreana (Peru).

[editar] Cattleyas do grupo da C. walkeriana

As vezes com pseudobulbo exclusivo para floração, parecendo florescer lateralmente. Pseudobulbos curtos e ovoides com uma ou duas folhas e poucas flores vistosas.

  1. Cattleya nobilior (do Centro Oeste do Brasil à Bolívia).
  2. Cattleya walkeriana (Centro Oeste e Sudeste do Brasil).

[editar] Cattleyas atípicas

  1. Cattleya lawrenceana (Venezuela, Guiana, Norte do Brasil).
  2. Cattleya maxima (da Venezuela ao Peru).

[editar] Espécies não esclarecidas

Possivelmente sinônimos de outros gêneros ou híbridos naturais.

  1. Cattleya boissieri Colômbia.
  2. Cattleya elegantissima (Venezuela).
  3. Cattleya herbacea (Nordeste da Argentina).
  4. Cattleya storeyi (Windward Is.) (Barbados.)

[editar] Híbridos naturais

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[editar] Híbridos Intergenéticos

Gênero Abreviação oficial (Cruzamento)

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[editar] Ver também

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