quinta-feira, outubro 06, 2011


Elie Saab fecha a semana com louvor em Paris


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Elie Saab encerra semana de moda em Paris. Foto: Reuters

Elie Saab encerra semana de moda em Paris
Foto: Reuters

IESA RODRIGUES
Direto de Paris

Este é um dos segredos do poder de Paris como polo lançador mais importante do mundo da moda: cidade e a câmara sindical acolhem talentos de qualquer continente. Depois de algumas considerações sobre o valor do candidato a participante, comprovar que não tem foco na cópia, ele ou ela são admitidos na disputada agenda oficial ficam por algumas temporadas na programação off.

Neste último dia, desfilaram as propostas do americano Marc Jacobs para Louis Vuitton, da grega Alena Akmadulina, da italiana Miuccia Prada para Miu Miu e do libanês Elie Saab,da turca Arzu Kaprol, além da francesa Agnès B.

Todos são maravilhosos? Nem sempre, e os erros acontecem também com os grandes, como Yves Saint-Laurent, depois de vendido para o grupo Gucci. Porém, estão lá, investindo patrocínios e fazendo o melhor dentro das salas. Aliás, diga-se de passagem, elas estão cada vez menores. Quando se imaginaria um desfile oficial em um local onde mal cabem 200 pessoas? Sào as mudanças da moda.

Tanto Arzu Kaprol como Elie Saabe contaram com uma ajuda preciosa: o cabeleireiro Orlando Pita, autor dos cabelos mais bonitos da semana nestes dois desfiles.

Nas coleções, surpresas. Nunca tinha visto nada da Arzy Kaprol, mas ouvi dizer que Gisele Bündchen teria usado um de seus vestidos. Então, vamos ver de perto. E não é que a moça sabe das coisas? Fez roupas elaboradas, com trechos inteiros montados em tirinhas de tecido, parecendo nervuras, de tão finas; usou tecidos adamascados em looks com anquinhas atrás, misturou tons de organza em vestidos curtos, de ombros pontudos, decotou costas em Y arredondado, arrasou no corte dos longos, ajustados por recortes e encerrou com metalizados em tom estanho, com fechos nas costas. Um pouco insistente no curto demais, Coisa que se resolve encompridando as saias. Gisele é uma antena a ser seguida, sempre.

Elie Saab fechou a semana ¿ ninguém acredita que uma marca chamada Impasse de la Defense, depois dele na agenda, tenha segurado a imprensa internacional em Paris ¿ com louvor. É um estilo que se depurou ao longo dos anos. Quando ele começou a se apresentar em Paris, o que mais valia era o elenco de modelos. Só as tops vestiam suas roupas, que eram um tanto "over". Over babados, over sedas, over panejamentos, over luxo. Agora, segundo ele mesmo define, "é roupa que sugere, mais do que mostra".

O que significou longos e curtos (pelos joelhos) de corte perfeito, ajustados da cintura para cima, abrindo até a barra, sinuosos com o glamour de sereias. O colorido dispensou os dourados e prateados, ficou nos longos de drapeados gregos em ocre e pêssego, os entalhes de renda com saias plissadas em azuis; o longo verde-esmeralda de paetês, com manga curta.

Manga curta? Em longo? Sim, para vocês verem como o Elie Saab ficou sutil. Com o glamour dos cabelos colados na cabeça até a altura das orelhas, ondulado depois até as pontas, foi um show sem exageros nem conceitos, com técnica e acabamento irrepreensíveis. Quanto à tal sugestão, tem uns rendados bem mais reveladores do que sutis, pensa que não vimos, Elie?

Dicas Moda.Terra


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