sexta-feira, julho 01, 2016


A Trombofilia na gravidez


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Olá gente,

Para inaugurar a mudança do blog, hoje vou falar sobre um probleminha que tive na gravidez do Lorenzo, na verdade tudo começou no pós-cesárea da Sofia, venha trazer informações sobre Tromboflebite, mas precisamente sobre Trombofilia, uma doença silenciosa que afeta muitas gestantes.

Eu tive uma Tromboflebite, uma trombose venosa na veia superficial, graças a Deus que veio com sintomas e na coxa, senti ardência e como se fosse mordidinhas na coxa e a veia começou inchar, liguei pro meu GO que já sabia do que se tratava e então logo comecei tomar Enoxaparina (anticoagulante), tive no pós-cesárea da Sofia e no inicio da gravidez do Lorenzo e foi a gravidez inteira levando injeções diárias, então no total foram mais de 200 injeções .

Nessa postagem vou falar mais sobre Trombofilia, que é a condição orgânica que favorece uma predisposição maior para desenvolver trombos, e pode ser herdada ou adquirida.


A trombofilia começou a ser estudada em 1856 quando um patologista alemão levantou uma hipótese para explicar a patogênese da trombose. Ele sugeriu que existiam três causas primárias de trombose arterial e venosa: estase, lesão nas paredes dos vasos e anormalidades na circulação sanguínea. Depois disso, muitos pesquisadores estudaram o assunto, mas só em 1965 um físico norueguês observou a associação da deficiência da antitrombina com a tromboembolia venosa em uma mesma família. Na sequência, em 1980, outras causas de trombofilias hereditárias foram descobertas, incluindo as deficiências das proteínas C e S.

         Trombofilias adquiridas e fatores associados também vêm sendo amplamente estudados nos últimos anos, especialmente os anticorpos antifosfolipídicos e, como fator associado, a hiperhomocisteinemia.


          O sistema hemostático possui papel de suma importância no estabelecimento e manutenção da gravidez. O desenvolvimento da circulação placentária é assegurado pelas modificações estruturais das artérias espirais e por um estado de hipercoagulubilidade induzido pela própria gestação, o que resulta num aumento dos fatores pró-coagulantes e diminuição dos fatores anticoagulantes e da fibrinólise. Assim, a trombofilia (adquirida ou herdada), que por si só tem característica trombótica, pode oferecer uma série de riscos às gestantes sob esta condição, tais como perdas de repetição, óbito fetal, pré-eclâmpsia, HELLP, RCIU (retardo no crescimento intra-uterino), parto prematuro, tromboembolismo materno e outros.



As trombofilias adquiridas, bem como seus exames de sangue, são chamadas de:

– Anticoagulante lúpico; – Anticorpos anticardiolipina; – Anticorpos antifosfatidilserina; – FAN (fator antinuclear); –  Anticorpos anti- beta-2-glicoproteína 1; – Anti–fosfatidil-etanolamina;
– lipoptn (a).



As trombofilias hereditárias, bem como seus exames de sangue, são:

– Mutação do Fator V de Leiden (R506Q) ; – Mutação do gene da protrombina (fator II- G20210A);  – Deficiência da Antitrombina ; – Deficiência da proteína C ; – Deficiência da proteína S  ; – Mutação do gene da metilieno tetrahidrofolato redutase – (MTHFR) – (Variantes 677C>T e 1298A>C); – Aumento do fator VIII (estudos recentes) ; – Fator IX e XI elevados(estudos recentes); – Fator XIII (Fator XIII Val-34-Leu) – estudos recentes; – Polimorfismo no gene beta-cistationina sintetase ; – Hiperhomocisteinemia ; – Mutação PAI­‑1 675G>A (4G/5G) e 844A>G (estudos recentes)  ; – Níveis elevados do Fator de von Willebrand (F vW) – ainda em estudo.

Na gravidez, ou durante a vida mesmo, as principais manifestações clínicas das trombofilias são: trombose venosa profunda, a tromboflebite, a embolia pulmonar e o AVC (acidente vascular cerebral). A trombose venosa é uma grave complicação clínica que afeta uma em cada mil pessoas anualmente. Mas nós trombofílicas temos dúvida quanto à esses dados. Será mesmo que são 1 para mil? Temos visto que ela está cada dia mais comum. 

Hábitos como os que irei citar abaixo servem de alerta para se evitar a trombose ou qualquer outro evento trombótico mais grave:

– O uso de pílulas anticoncepcionais (principalmente as pílulas que contenham estrógeno + progesterona, chamadas de pílulas combinadas, por possuírem os dois hormônios). 

Evitem tomar esses medicamentos, mesmo que seu ginecologista o indique. Nada justifica utilizar essas medicações. Verifique com seu médico, uma forma de contracepção, que contenha, somente progesterona, onde casos e eventos trombóticos com esse hormônio natural, são de risco quase zero. Se possível, converse com seu parceiro, vejam formas, juntos, de você não usar absolutamente hormônio nenhum! Sei que isso é difícil, mas é só uma questão de adaptação.

– Pesquise em sua família e procure casos de trombofilia ou tendência à ter trombose (qualquer pessoa que tenha tido: trombose venosa profunda, a tromboflebite, a embolia pulmonar e o AVC).

– Você que possui filha adolescente e que vai levá-la ao ginecologista (sim, ela vai pedir ou a médica irá indicar anticoncepcional), converse e seja franca com ela. Nada de anticoncepcional à base de estrógeno ou combinados (estrógeno + progesterona). Independente se possui ou não casos de trombose na família. Mesmo se o ginecologista disser que a possibilidade disso acontecer “é rara”.
 Vale ressaltar que o anticoncepcional somente à base de progesterona, evita problemas como: TPM, Endometriose, etc., pois a pessoa simplesmente não menstrua mais e isso não é um problema. Além da eficácia ser a mesma e pensando pelo lado natural, nosso organismo não precisa menstruar, não é mesmo?  
A pílula com progesterona não tem pausa e é por essa razão que você não menstrua. Ela não tem efeitos colaterais de maiores preocupações, como as outras já citadas.

A revista crescer divulgou a seguinte notícia essa semana: Câmara aprova projeto que torna exame de trombofilia obrigatório pelo SUS. Não deixem de ler.

Notícia maravilhosa, mas é claro que sabemos que, após o estado de SP aprovar, o próximo passo, é o congresso fidelizar essa decisão.

– Outro fator muito importante na prevenção da trombose e outras complicações: não fumar. Elimine definitivamente o tabaco de sua vida! Ele pode aumentar suas chances de ter um distúrbios graves de coagulação sanguínea.

– Chame imediatamente o seu médico se você notar: inchaço em um de seus braços e pernas, falta de ar, ou sintomas de um acidente vascular cerebral (assimetria fácil, alterações na fala, alterações na forma de andar, confusão mental, crise convulsiva ou até mesmo o coma). Independente de estar grávida, ou não.

– Vocês devem estar me perguntando: mas e se eu descobrir a tendência à trombofilia? Independente de estar grávida ou não, procure imediatamente um hematologista. Ele será o responsável pela indicação de todo tratamento e controle pós episódio. Não se esqueça que os medicamentos, ao longo da vida, serão necessários para diluir o sangue, caso você seja diagnosticado (a).

Não posso deixar de dizer que a Trombofilia não tem cura, mas sim tratamento. Os anticoagulantes estão disponíveis pelo SUS e também pela rede privada, em qualquer farmácia, com receituário de seu médico responsável., bem como de planos de saúde (infelizmente, somente alguns).

Dados retirados do site: Trombofilia e Gestação – não deixem de visita-lo! Por lá vocês conseguem tirar todas as suas dúvidas sobre a Trombofilia e principalmente, sobre a Trombofilia e Gestação.





Caso tenham duvidas podem deixar comentários que responderei conforme eu puder.

Bjos



2 comentários:

Vanessa Rezende disse... [Responder Comentário]

Olá Renata, boa noite!
Confesso que senti muita falta das postagens do blog...
Desejo boa sorte nessa nova fase da sua vida, o seu blog é o terceiro
que passa por essa mudança também, por se tornar mamãe... rs
Vou continuar te acompanhando sempre que possível.
Parabéns, suas riquezas são lindasssss!!!
Beijos!
http://www.cantinhodanessa.com.br/

Renata Manfredi disse... [Responder Comentário]

@Vanessa Rezende, oi, fico feliz que continua acompanhando o blog e que senti falta dele ativo, tbm senti falta dele e dos comentários das pessoas queria assim como vc, obrigado por estar presente no blog. Bjos

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